O Palácio Monroe foi construído para representar o Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, nos EUA, em 1904, comemorativa do centenário da compra da Louisiana. Atraiu as atenções dos visitantes, recebendo o Grande Prêmio de arquitetura, e foi incensado na imprensa norte-americana, como mostra esta nota do “The Censor”, de 05/05/1904: “O edifício brasileiro deve ser considerado a mais nobre concepção que até hoje tenha aformoseado qualquer feira mundial.” (CASTRO, 1926:28)
Figura 1 - O Palácio Monroe na Exposição de Saint Louis.Ao fim da exposição, estava prevista a desmontagem do edifício e a sua realocação na Avenida Central, no lado da Praça Floriano oposto ao Teatro Municipal, onde sediou logo em seguida a 3a Conferência Pan-Americana, durante a qual recebeu o nome de Palácio Monroe – homenagem ao presidente americano.
Figura 2 - Outros registros do Pavilhão Brasileiro em Saint Louis.De 1907 a 1914, o Palácio serviu como uma espécie de “salão de festas” oficial da Capital, entre congressos, formaturas e bailes. Em 1914, a Câmara dos Deputados, até então instalada no edifício da Cadeia Velha, mudou-se para lá. Ali ficou até 1922, quando foi obrigada a sair para o edifício da Biblioteca Nacional, para que o Monroe pudesse ser ocupado pela Comissão Executiva da Exposição Comemorativa do Centenário da Independência de 1922. Em 1923, foram feitas obras que alteraram profundamente o seu interior, para que o edifício abrigasse o Senado, o que ocorreu em 1925 (CASTRO, 1926). Na ditadura Vargas, como fechamento do Legislativo em 1937, o Monroe recebeu o Ministério da Justiça, o Departamento de Imprensa e Propaganda, o Departamento da Ordem Política e Social e a Hora do Brasil (AGUIAR, 1976:81). Voltou a sediar o Senado em 1946, com o fim do Estado Novo. Com a mudança da capital de Brasília, em 1960, o edifício perdeu muito de sua importância, sendo utilizado, em algumas de suas dependências, pelo Estado Maior das Forças Armadas e por uma residual representação do Senado (AGUIAR, 1976:116).
A demolição do Monroe, em 1976, foi cercada de polêmicas travadas nos jornais. As razões variaram desde a simples condenação estética e urbanística a questões de ordem prática relacionadas à construção do metrô (AGUIAR, 1976).