Missão,Visão, Crenças e Valores





 
OS TRABALHOS DE HÉRCULES

Iva Marques da Fonseca

APRESENTAÇÃO  
O texto aqui apresentado constituiu a base do curso proferido às quartas-feiras, na Fundação Cultural Avatar.
Está sendo divulgado, na internet, com a intenção de auxiliar os grupos ou indivíduos, interessados neste assunto, a desenvolver seus próprios estudos.
 

OS TRABALHOS DE HÉRCULES
I – Introdução
     1 – A evolução humana
     2 – A Transição para a Era de Aquário
II – O Caminho do Herói
      1 – Introdução
      2 – Mitologia
            a) O Mito e a Linguagem Simbólica
            b) O Mito do Herói
            c) Hércules
III – O Herói e as influências astrológicas
       1- Astrologia
       2 – Os doze Signos – suas qualidades e atributos
       3 – Os doze Signos e os desafios básicos na existência humana
       4 – Os  Signos e os doze dons do Espírito a serem desenvolvidos
IV – Os doze Trabalhos de Hércules
       A) Mito
       B) Simbologia do Mito
       C) Arquétipo Astrológico
       D) Trabalho do Discípulo
       E) Tarefa a ser desenvolvida
       F) Pensamento-semente

BIBLIOGRAFIA:
Bailey,  Alice A. – Os Trabalhos de Hércules – F.C.A.
                             Astrologia Esotérica – Tomo I – F.C.A.
Burt,  Kathlen -  Arquétipos do Zodíaco – Edit. Pensamento
Huber,  Louise – Signos, Zodíaco e Meditação – Edit. Hipocampo
Rudhyar,  Dane – Tríptico Astrológico – Edit. Pensamento
Trigueirinho – Hora de crescer internamente – Edit. Pensamento

 
 
 
I – INTRODUÇÃO

1 – A Evolução Humana.
O que é o ser humano? Quem somos? Por que vivemos?
Desde sempre, o ser humano, como um todo, tem sido o maior mistério a ser desvendado pela mente humana. Olhando a nossa
volta, vemos que toda a Natureza, na sua exuberância e beleza, segue leis e regras para que haja o equilíbrio. Na obtenção deste equilíbrio há uma gama enorme de energias que se agregam e se desagregam procurando o cessar de toda desarmonia, procurando a ordem cósmica.

Na natureza, nada é contestado. E os mundos: mineral, vegetal e animal se desenvolvem segundo as necessidades e as
prioridades da própria natureza de cada mundo.
Mas qual é a natureza do ser humano?
Ao longo do tempo, muitas concepções e muitas teorias foram sendo desenvolvidas sobre a natureza humana para poder ser
respondida, principalmente, a pergunta: Qual o significado e o propósito da vida?
Mas o que é teoria? Teoria é um corpo de hipóteses esperando ainda por confirmação e hipótese é uma suposição, ainda não
provada, mas que é aceita provisoriamente como base para investigações futuras.
Parte-se de hipóteses para se chegar às teorias. Mas sempre se considerando que as teorias geralmente não são perfeitas.

Essas várias teorias fizeram nascer: as filosofias, as mitologias, as religiões e. também, a metafísica.
Todas essas concepções diferentes sobre a natureza humana foram levando a distintas idéias, sendo que duas delas são
básicas e, sobre suas variações é que foram sendo construídas todas as demais teorias existentes.

Uma delas é a concepção da existência de um Deus, imanente e transcendente, todo poderoso e supremamente bom que criou os
homens e as mulheres e tudo o mais que existe. Seu propósito é que define o que os seres podem ser e o que devem fazer, mas sempre buscando Sua ajuda e nunca se afastando d’Ele, para que haja sempre o Bem.

A outra teoria diz que homens e mulheres são produtos da sociedade e do meio onde vivem (o ser humano é um ser social).
Essa sociedade pode ser mudada de acordo com o que homens e mulheres esperam dela. Eles são seres com livre-arbítrio, tendo, porém, que aceitar as opções que eles escolherem com plena consciência daquilo que fazem. O ser humano decide, de acordo com aquilo que ele deseja, de acordo com aquilo que ele quer obter e ele, então, age de acordo com a sua decisão sendo por isso responsável por suas ações.

Tanto na primeira opção como na segunda está explícito que leis e regras precisam ser seguidas. (Lei é o preceito emanado
de uma autoridade maior, suprema).

As grandes religiões nascidas no Ocidente, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo crêem num Deus criador, cuja lei
deve ser obedecida para que a natureza humana atinja seu esplendor e cada ser possa ser acolhido através do Amor Divino.

As grandes religiões nascidas no Oriente, como o hinduismo e o budismo ensinam que o ser humano atravessa uma fase de sua
evolução. O principal problema da existência humana é o fato do ser humano ignorar a verdadeira natureza da realidade, a verdadeira natureza daquilo que ele é. Por não saberem quem são, por não terem consciência de que a Divindade está dentro dele, os seres humanos agem de maneira insensata, tola.

Buscando elementos e baseando-se nessas duas grandes teorias nasce a Ciência Espiritual, nasce a psicologia esotérica
dando origem a um sistema de ética característico. Essa psicologia, diferente da psicologia tradicional, não enfoca um eu pessoal externo, mas um Eu que está no íntimo de cada ser.

Diz o Mestre Tibetano em “Educação na Nova Era “:
“A palavra espiritual não se refere, ao assim, chamado assunto religioso. Todas as atividades que impelem o ser humano em
direção a alguma forma de desenvolvimento seja ele físico, emocional, mental, intuitivo ou social, se for para o progresso do seu estado atual, será essencialmente de natureza espiritual e será indicativo da existência da entidade divina interna. O espírito do ser humano é imortal; persiste para sempre, progredindo de um ponto a outro e de estágio a estágio no Caminho da Evolução, desabrochando firmemente e, em seqüência, os atributos e aspectos divinos”.

A Ciência Espiritual tem como meta a construção de um sistema de ética e psicologia que abarque todas as coisas já
ensinadas, porque ela é um caminho de conhecimentos a ser trilhado por todos os seres humanos. Ela é a síntese de todos os pensamentos já pensados.

A Ciência Espiritual reconhece que dentro do Plano de Evolução existem inúmeros estágios e que, de acordo com cada um
deles, o Ensinamento tem que ser específico e adequado.

Para a Ciência espiritual a preocupação maior é que o ser humano seja capaz de se conhecer de uma tal maneira que ele
possa comandar todos os mecanismos que existem nele e que lhe dão a capacidade para ele se manifestar, para ele agir. Ele estando ciente do que ele é, do que ele tem que realizar, ele pode, através da Vontade e da Disciplina, aprimorar seus instrumentos e, assim, ir se desligando de tudo o que seja supérfluo e inútil para a meta que ele precisa alcançar.

Para a Ciência Espiritual o ser humano é uma criatura divina e que atravessa uma etapa de sua evolução. Para que esta
etapa se realize é preciso que esta criatura conheça, conviva, experimente e faça suas escolhas, assumindo a responsabilidade dessas escolhas e aprendendo o que é melhor para prosseguir em seu caminho.
O fim último do ser humano, a razão final da existência humana, é o conhecimento da Sabedoria, o conhecimento que só
pode vir para os que estão preparados para ‘morrer para seu eu menor’ e desse modo chegar ao EU maior.
A Evolução consiste no grande esforço para a aquisição desse conhecimento que o libertará da cegueira da ignorância.

O fato é que se quisermos viver numa sociedade saudável e equilibrada, cada um de nós, independente da fé que professe,
terá que rever a sua participação e a sua responsabilidade para com a Lei.
É importante que cada indivíduo, cada grupo ou sociedade revejam todos os ensinamentos que já foram dados à humanidade,
tanto os ocidentais como os orientais, e que aceite os que forem mais adequados a sua situação e aos seus anseios.

A Verdade já foi expressa ao longo do tempo, sob várias roupagens, mas sempre pode ser revestida com outras roupas. Cada
época tem suas prioridades, seus anseios e suas dúvidas. Como fazer para tomarmos conscientemente conhecimento do que somos e do que é preciso ser feito?

A primeira coisa a ser feita é nos colocarmos diante de nós mesmos e, com toda sinceridade, sermos capazes de ver, dentro
de nós, os verdadeiros sentimentos que nos animam. Temos que estar cientes da realidade e tentar compreender o Caminho que temos que seguir com uma visão clara e com a mente isenta de fantasias e quimeras para não sofrermos desilusões diante do fracasso que por ventura haja.

O Ensinamento nos diz que para vencermos os obstáculos é necessário que cultivemos algumas atitudes conosco e com os
outros. Devemos estar cientes dos obstáculos e das dificuldades que se colocam entre nós e a meta a ser atingida. É um grande desafio, já que os obstáculos são de várias origens.
“Cada um de nós é como um vasto mundo cuja maior parte desconhecemos. Para conhecer e conquistar esse mundo, não é
preciso fazer de nossas vidas uma batalha cheia de sofrimentos e tristezas; podemos fazer isso como se fosse uma aventura, apreciando todos os momentos. Esta aventura consiste no desbravamento, no reconhecimento e na ocupação ordenada e útil deste nosso grande e vasto território. Fazendo isto com o coração cheio de Amor, Compaixão, Alegria e Justiça. 
Esta é a Grande Aventura da Vida”. 

2 – Transição para a Era de Aquário
Os ensinamentos são eternos e nos chegam como luz direcionadora. Essa luz sempre é vista, só que o ensinamento tem sido entendido de acordo com as condições que a humanidade vive, em cada etapa pela qual ela atravessa.

Como fazer chegar a um cego, aquele que não tem condições de ver, a luz que irá orientá-lo?
Essa tem sido sempre a
preocupação dos Mestres, daqueles que têm como missão ajudar o ser humano ao longo da sua evolução.

Podemos dizer que o homem é aquela criatura que está se afogando nas águas das suas emoções sem saber fazer uso de sua
mente que é o apoio que o levará até o porto seguro.
Na ânsia de não afundar, ele não ouve os avisos que lhe são dados, nem vê as mãos que o podem erguer para que ele tome
alento e adquira forças para poder, numa outra tentativa, levar adiante o seu projeto, que é a sua salvação, o seu retorno ao seu verdadeiro lugar.

Novas energias estão começando a circular pelo planeta e estão começando a envolver a Humanidade; é chegado o tempo dela
aprender a usá-las para que a sua evolução avance mais um passo.

Esse é o desafio da Nova Era. Mas o que é Era de Aquário?
a)  Astrologia
Um dos ramos do conhecimento que tem sido re-estudado, desde o século passado, é o da Astrologia, que com o desenvolvimento da Astronomia foi considerada como coisa de charlatão, de magos.
A compreensão moderna dos conceitos de Astrologia tem sido muito importante para o estudo do comportamento humano e dos
fatos que envolvem a Humanidade como um todo.
Não vamos falar aqui de Astrologia, mas como é preciso falar com mais detalhes da era que está começando, temos que
tornar claros alguns pontos sobre os quais se apóiam dados importantes, para a nossa compreensão sobre o assunto que estudamos.
Para Astrologia a Terra é o centro em torno do qual gira o Sol e todos os astros. Como se a Terra ocupasse o centro de
uma esfera em cuja superfície estivessem traçadas as trajetórias de todos os astros.
O Sol, ao girar em torno da Terra percorre um caminho. Esse caminho pode ser projetado nessa esfera e temos uma linha
marcando o movimento do Sol na esfera celeste – essa linha é a eclítica.

O que é o Zodíaco? É uma faixa marcada segundo a eclítica, tendo 16º de largura. Essa faixa está dividida em 12 casas
iguais de 30º. O Sol percorre todas elas ao longo de um ano (por causa do movimento de translação da Terra)

É nessa faixa que estão localizadas as constelações, que pela sua beleza, intrigaram os povos antigos; e, também, pelas
influências marcantes, em suas vidas de povos agrícolas e pastores que precisavam consultar os céus para saber o tempo de plantar e de colher; o tempo de recolher e acasalar seus rebanhos. Por tudo isso o ponto de origem na contagem das casas corresponde ao primeiro dia de primavera, no hemisfério norte, onde a civilização começou.

Depois do tempo de recolhimento, que o inverno impõe, a primavera é o renascer, é o começo de tudo novamente. Esse ponto
é chamado de Ponto Vernal ou Equinócio da Primavera e ele está localizado no ponto de encontro de duas linhas: o equador celeste e a eclítica – é o instante que o Sol passa do hemisfério sul para o hemisfério norte.
Esse ponto marca o início
da 1ª casa do Zodíaco, que é Aries.

Mas a Terra, além do movimento de rotação – que dura 24 horas e produz os dias e as noites e o de translação – que dura
365 dias e produz as estações do ano, ela tem um terceiro movimento chamado em Astronomia de: Precessão dos Equinócios. 
Precessão dos Equinócios é o deslocamento do Ponto Vernal ao longo da Eclítica no sentido retrógrado, isto é, em sentido inverso ao movimento anual do Sol sobre a Eclítica. É um movimento extremamente lento. Basta dizer que, para ele se deslocar de 1º no Zodíaco são necessários 72 anos. Para percorrer uma casa zodiacal (30°) são necessários cerca de 2.160 anos, este período é chamado de Grande Mês, ou de Era; para percorrer todo o Zodíaco que vai de Aries até Touro são necessários 25.900 anos que é chamado de Grande Ano .

Nessa caminhada, a Terra recebe todas as influências exercidas por cada signo e essas influências mudam a cada 2,160
anos.
As influências de uma era não cessam abruptamente, nem as novas influências chegam com data marcada. Existem períodos
intermediários, que é quando a influência que ainda está atuante vai cedendo lentamente sua força, enquanto a nova influência, que chega, vai começando a crescer, também lentamente.

É um período, no qual, a grande força cósmica que é acionada pela nova era, penetra na esfera terrestre, que ainda está
sob as influências da era anterior. Influências que condicionaram o modo de agir, o modo de pensar da humanidade durante toda aquela era. É por isso que todo período de transição entre duas eras é sempre caracterizado pela batalha contra o novo, porque os antigos hábitos,aqueles que têm que ser mudados,  resistem à penetração dos novos conceitos.

Estamos nesse momento num período intermediário entre a Era de Peixes que se despede e a Era de Aquário que está
surgindo.
Na Nova Era haverá mudanças, não só no campo dos fenômenos físicos, como também no campo dos valores espirituais.
Os átomos do cérebro humano vão como “despertar” e os milhões de células, que segundo diz a ciência, estão inativos e
adormecidos no cérebro do homem atual, serão postas em atividade, produzindo uma grande mudança na maneira dele usar sua mente. Ele vai poder alcançar níveis de percepção cada vez mais elevados no mundo das idéias.
 
II – O CAMINHO DO HERÓI

1 – Introdução
Diz Alice Bailey no prefácio do livro Os Trabalhos de Hércules:
“O problema de todo instrutor, hoje, é descobrir novas maneiras para expressar as velhas verdades de modo que, ao
apresentar as antigas fórmulas, que levam ao desenvolvimento espiritual, estas possam adquirir uma nova e pulsante vida.” (pág 9)

No livro ela propôs uma abordagem nova para aqueles que percorrem o Caminho do Discipulado que ela define “como a etapa
final do caminho da evolução e, como aquele período da experiência do ser humano no qual ele chega a ser definitivamente autoconsciente. É a etapa no qual ele, intencionalmente, se impõe a vontade da Alma –que é essencialmente a vontade de Deus- sobre a natureza inferior”.

Nessa nova abordagem, Alice Bailey vai usar como referencial para fornecer bases para a compreensão do estudo que ela
propõe, os Doze Signos Astrológicos que serão vistos através de suas características simbólicas.

Diz, ainda, Alice Bailey, na página 205:
“O progresso de um discípulo mundial é ilustrado nos céus, pelos Trabalhos de Hércules, através dos signos zodiacais. É
como se Deus houvesse representado no Espaço Seu plano para o processamento da evolução do espírito humano de volta a sua fonte”.

Na página 31, ela diz:
“Na sua firme resolução, no aperfeiçoamento, independente dos fracassos e dificuldades que Hércules, o herói, enfrentou
em sua capacidade de resistir, nos são mostradas as características do discípulo”.

2 – Mitologia
a) O Mito e a Linguagem Simbólica
A Mitologia é o conjunto dos mitos que existem dentro de uma sociedade organizada. Na narrativa mítica existe um aspecto, um núcleo que encerra uma verdade.

O Mito relata uma “história verdadeira” que vai tocar profundamente o ser humano – o ser mortal, organizado em sociedade,
obrigado a trabalhar para viver e que está submetido a acontecimentos e imprevistos que independem de sua vontade.
Os mitos contam a origem dos mundos, do ser humano, dos deuses e dos heróis, bem como e estabelecimento de um costume ou
uma instituição. Estes eventos, cuja memória cronológica se perdeu, são preservados em uma memória mítica.
O mito é, pois, a história sagrada de transmissão oral que narra um acontecimento ocorrido no início dos tempos; por isso
são considerados como a expressão simbólica ou de um saber religioso ou de um ensinamento filosófico. O mito aparece e funciona como mediação simbólica entre o Sagrado e o Profano, condição necessária à ordem do Mundo e às realizações entre os seres.

Somente no século passado é que, estudiosos de diferentes mitologias, ao fazerem o estudo comparado dos mitos de diversas
culturas, se deram conta de que os mitos se repetem e que eles expressam as preocupações da humanidade quanto à sua origem, à origem da Vida e quanto ao seu Destino e como controla-lo.
A Mitologia é tão rica de explicações que a nossa civilização atual, ainda usa e está impregnada dos mitos gregos,
principalmente, para explicar os meandros do subconsciente humano que é tão misterioso e tão difícil de ser penetrado.

Devido ao seu caráter fundamental, o Mito conserva, até nossos dias, vitalidade e presença grandiosa, pois ele trata dos
mesmos problemas existenciais, morais e sociais que continuam a afligir a humanidade. Por isso, os seres humanos não deixaram, ainda, de aceita-los como um meio de entender os mistérios de vida.

Para os antigos gregos, os mitos não são considerados como a expressão simbólica de um saber religioso. Os mitos não se
identificam com a religião. A religião pressupõe um corpo de doutrina, de regras, de crenças e práticas autorizadas ou impostas e aceitas por todo um grupo de maneira uniforme. Tudo isto podendo ter sido “revelado” por um “Ente Superior” e codificado num Livro Sagrado que serve de orientação para a conduta humana frente ao poder terreno e sobre-humano.

A
Religião estabelece um vínculo individual e social com o Poder concebido e transcendente.

O mito grego, ao contrário, não liga o ser humano à divindade de maneira a criar entre os dois uma relação
necessariamente doutrinária. Para os antigos gregos, os deuses não criaram a moral, logo, não podiam exigi-la. Não existia, assim, o sacrilégio que é um ato contrário a um deus. O ato é antes uma ofensa à Justiça, que é quem regula os deveres para com os outros. O ato é uma ação imoral mas, não constitui uma desobediência a um mandamento divino.
Em vista disso, para o grego antigo, não há o tormento interior para obter o perdão por aquilo que praticou. Ele conhece
o arrependimento, o desejo de corrigir e assim melhorar sua natureza. O Mito não leva além disso. Viver o mito implica este tipo de experiência: “conhecer-se a si mesmo para melhor viver”.

O ser humano segue a sua natureza e nela encontra a força para modelar sua vida. Pelo uso que ele fizer dessa força, ele
é responsável diante de si mesmo. Os deuses gregos não podem revelar nada aos seres humanos, porque “igual é o gênero humano e os deuses”.
Apesar disso, os mitos gregos não deixam de expressar profundos anseios religiosos, aspirações morais, necessidades de
aperfeiçoamento espiritual, porém, não chegam a fixar bases para chegar à salvação e para se livrar das ameaças da danação eterna.
A Religião grega não conhece a experiência mística das civilizações orientais, nem o messianismo da judaica.
Ela
permanece ligada ao mundo dos seres naturais e das relações diretas com o quotidiano e o transcendente.
No mito, ocorrem acontecimentos dramáticos de todo impossíveis em um mundo governado pelas leis do tempo e do espaço.
Para a cultura atual, às vezes, fica difícil aceitar as explicações dadas pelos mitos, pois eles falam através da
linguagem dos símbolos, que é uma linguagem analógica, isto é, diferente da linguagem do pensamento lógico e racional.

Povos diferentes criaram mitos diferentes, mas apesar dessas diferenças, todos os mitos têm uma coisa em comum: são
escritos na mesma língua: a linguagem simbólica.
A linguagem simbólica é uma linguagem cuja lógica difere da linguagem convencional falada no dia a dia; é uma lógica em
que as características dominantes não são espaço e tempo, mas sim a intensidade e a associação dos fatos.
A linguagem simbólica é aquela por meio da qual exprimimos experiências interiores como se fossem experiências
sensoriais, como se fosse algo que tivéssemos fazendo ou que fosse feito em relação à nós no mundo dos objetos, no mundo tangível.

A linguagem simbólica é uma linguagem onde o mundo exterior é um símbolo de nossa alma e de nossa mente. É uma linguagem
que foi esquecida pelo ser humano moderno, mas apesar disso, os mitos ainda são fontes de uma grande sabedoria. Só é preciso saber ler.

b) O Mito do Herói
O mito do herói é comum a todas as sociedades, em todos os estágios da civilização e cultura e em todas as épocas históricas. Embora variem os detalhes das lendas, o modelo básico do mito permanece invariável. O herói percorre sempre um determinado ciclo.

Nasce de maneira algo milagrosa, ainda que humilde. Durante a infância mostra as primeiras provas
de extraordinária força física e moral. Na adolescência e na juventude, vive sua tragédia, inevitavelmente acarretada pelo choque entre o bem e mal, o divino e o humano, o material e o espiritual.
O herói pode ser vítima da traição dos
mortais ou sua desgraça pode vir de uma decisão dos deuses, que por alguma razão desejam puni-lo. E ele sempre morre de forma estóica, sacrificado.
Na vida do herói, talvez por ele ser, na maioria das vezes, meio mortal, meio imortal, surgem
forças protetoras que o ajudam a livrar-se de suas penosas tarefas e a cumprir seu destino. O mito do herói é importante tanto para a sociedade como para o indivíduo. A história do herói precisa ser contada através da linguagem simbólica porque ela vai dar a dimensão exata do que se passa tanto no interior do herói como no ambiente onde ele exerce seus trabalhos. Não é só a realização da tarefa que conta, mas o porque que ela tem que ser feita para que o herói mereça o prêmio do seu esforço.

O maior de todos os heróis gregos é Hércules que realizou seus famosos doze trabalhos para cumprir uma penitência imposta
a ele pelo Oráculo de Delfos.

c) Hércules
Hércules nasceu de uma mentira e de uma paixão.
Zeus (Júpiter), o maior os deuses, estava apaixonado por Alcmena, mulher de Anfitrião, que se encontrava no campo de
batalha. Uma noite, aproveitando-se dessa ausência, Zeus tomando as feições de Anfitrião, chega de surpresa diante de Alcmena que estava cheia de saudades. Insaciável, Zeus fez a noite durar três dias completos. Foi assim que Alcmena gerou Hércules.

Logo a seguir, Anfitrião volta para a casa, cheio de desejos e contando da vitória obtida. Alcmena está feliz, mas não
entende tanta euforia, pois para ela, o marido já estava a seu lado há algum tempo.  Anfitrião sente que há algo estranho no comportamento da mulher e vai procurar o adivinho Tirésias que lhe fala sobre o disfarce e da visita de Zeus.
Louco de
ciúmes, ele volta para a casa e decide matar a mulher.
Inocente e ao mesmo tempo culpada, Alcmena pede piedade, mas no seu furor Anfitrião não a ouve. Leva-a a praça pública,
amarra-a entre dois paus cruzados e ateia fogo.
Zeus vendo o mal que causara, intervém na Terra e faz chover fortemente apagando a fogueira. Anfitrião entende o aviso
divino e perdoa a esposa. Volta com ela para casa e, nesta mesma noite, gera-lhe um filho Íficles.
No corpo de Alcmena, Hércules e Íficles engendrados por pais diferentes, esperam a hora de ver a luz.
Para o filho de
Anfitrião, essa hora chegaria sem dificuldades. Mas, para o filho de Zeus, a ciumenta Hera (Juno), mulher de Zeus, colocaria duros obstáculos.

Há tempos, Zeus contara a Hera, que a primeira criança nascida entre os descendentes de Perseu, reinaria sobre toda a
região e seria um protetor poderoso tanto para os imortais como para os homens. Zeus quando se uniu a Alcmena foi para gerar esta criança. Porém, outra criança, também, estava sendo gerada nesse mesmo tempo: era Euristeu.

Hera querendo vingar-se da traição de Zeus, procurou retardar o nascimento de Hércules e acelerar o de Euristeu para que
este desfrutasse do poder político que Zeus havia destinado ao filho. Tendo Hércules nascido primeiro, Hera enviou duas serpentes para matar o semideus ainda no berço, mas ele estrangulou-as com sua força poderosa.
Quem se encarregou de sua educação foi o sábio centauro Quiron.
Hércules foi iniciado em todas as atividades e as
faculdades das quais era dotado foram sendo desenvolvidas e organizadas. Hércules foi, assim, preparado para todas as tarefas.

Ainda jovem casou-se com Mégara, filha de Creonte, rei de Tebas, e com ela teve três filhos.
Hércules continuou sendo alvo do ódio de Hera que, através de seus poderes, resolve enlouquece-lo e faze-lo assassinar os
próprios filhos no fogo.
Hércules saindo da crise da loucura contemplou as próprias mãos, horrorizado. Mégara, sua
mulher, era apenas uma sombra trêmula de pavor, olhando os filhos queimados no chão.

Hércules precisava se redimir de seu crime hediondo. Redenção ele teria que encontrar por certo, mas o esquecimento
jamais poderia alcançar. Aquela cena jamais se desfaria de sua memória. Ele foi até o Oráculo de Delfos para que este lhe dissesse o que ele precisava fazer para resgatar a tragédia  que a sua loucura causara.

O Oráculo de Apolo disse-lhe que ele se colocasse sob as ordens do rei Euristeu, durante doze anos, para que seu crime
fosse redimido.
Foi lhe dito: “Executarás teus trabalhos; quando tiveres realizado tuas tarefas, tuas obrigações, então, tornar-te-ás um
entre os Imortais”.

Assim, Euristeu tinha agora Hércules em suas mãos. Não precisava mais temer que ele tentasse reconquistar o que lhe
pertencia por destino e por direito.

Hércules deveria, então, se curvar a todos os caprichos de Euristeu para limpar, da própria alma, a mancha do crime que
cometera e livrar-se do remorso que o atormentava.

Hércules representa o ser humano que, na sua caminhada, concorda em submeter a sua própria natureza humana a um processo
de harmonização com a parte mais consciente do ser total que ele é.
No pensamento grego é constante a reflexão segundo a qual todo herói deve purificar-se do sofrimento, até que sua alma se
liberte de todas as paixões.
O herói precisa afastar e remover os grandes obstáculos, simbolizados como monstros, do caminho do seu progresso.
Além
dessa tarefa, ele precisa ser aceito pelos deuses que se compadecem de seus sofrimentos.
Para que Hércules pudesse realizar seus trabalhos, os deuses procuraram ajudá-lo oferecendo-lhe equipamentos, porém,
Hércules deveria procurar saber a melhor forma e o melhor momento para usá-los.

Minerva (Atena), a deusa da Sabedoria, deu-lhe uma túnica para protegê-lo.
Vulcano (Hefesto), o deus do fogo e dos metais, deu-lhe um peitoral de ouro magnético que o capacitaria a realizar três
dos doze trabalhos e sair salvo.
Netuno (Poisedom), deus das águas do mar, deu-lhe dois velozes corcéis, os quais ele deveria saber controlar e adestrar
para poder entrar em contato com as distantes esferas nas quais seus trabalhos o levavam. Aprendendo a dominar os fogosos corcéis, Hércules aprenderia, também, a dominar sua natureza emocional para que, corretamente subordinada, ela servisse aos propósitos das suas tarefas.
Mercúrio (Hermes), o mensageiro dos deuses, deu-lhe uma espada, o símbolo da manifestação do poder divino na matéria: o
poder de punir, destruir, corrigir. A espada serve para separar, dividir e cortar; bem manipulada é a prova do domínio da mente, da análise mental e da descriminação.
Apolo, deus do Sol, deu-lhe um conjunto de arco e flecha, simbolizando a capacidade de ir direto à meta. A flecha,
símbolo da Luz pode iluminar a escuridão do caminho.

Os presentes que lhe haviam sido dados eram poderosos, belos, maravilhosos, porém Hércules não sabia usa-los. Ele
preferiu começar sua tarefa abrindo seu caminho com o bastão de madeira que ele já sabia usar tão bem.

III – O Herói e as influências astrológicas

1) Astrologia
A palavra signo vem do latim: sign = marca, sinal.
Da palavra signo deriva o verbo significar: mostrar, ser a representação ou o símbolo de, comunicar, fazer saber, dar
sentido.
“Signo – coisa percebida que permite concluir a existência ou a verdade de algo a qual ela está ligada.”  Dicionário
Petit Robert

A palavra signo está ligada a muitas áreas de conhecimento. Seu uso mais comum é na Astrologia.
Astrologia estuda os corpos celestes que giram em torno do Sol dentro de uma faixa marcada segundo a eclítica, que é o
caminho aparente percorrido pelo Sol em volta da Terra. Esta faixa de 16º de largura é o Zodíaco que está dividido em doze casas de 30º. O Sol percorre esta faixa ao longo de um ano, por causa do movimento de translação da Terra. Cada casa de 30º está ligada à constelação mais importante situada dentro de cada uma dessas divisões: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

No momento ou no ponto em que o Sol passa do hemisfério sul para o hemisfério norte; este ponto marca o início das casas
e é chamado de Ponto Vernal ou Equinócio da Primavera, na região do hemisfério norte. Ao longo dos tempos, o Ponto Vernal foi se deslocando graças ao 3º movimento da Terra que dá origem a precessão dos equinócios ao longo da eclítica. Hoje, o Ponto Vernal está saindo de Peixes e entrando em Aquário.

Cada divisão na qual o Zodíaco está dividido e, dentro da qual está situada uma constelação, é chamada de Signo.
Cada signo é um campo de ação no qual operam as forças planetárias. Cada signo tem uma gama completa de possibilidades e
cada criatura tem a opção de usar o que está indicado pelo signo (no qual estava seu Sol e também os outros planetas no momento de seu nascimento) de uma maneira positiva, benéfica ou de uma maneira negativa e limitada.

Somos todos uma combinação sutil dos doze signos do Zodíaco, enfatizados de maneiras diferentes pelos planetas e pelo
modo como os signos estão localizados em relação à posição precisa da Terra no espaço celeste no momento e no lugar exato do nosso nascimento.

Dane Rudhyar, diz:
A Astrologia pode ser vista como um sistema que procura interpretar a natureza da Força Vital Universal, conforme ela se
movimenta, molda e cria a vida humana e todos os acontecimentos.

Este conceito, assim expresso, foi sendo trabalhado ao
longo do tempo pelas civilizações antigas que estavam voltadas para o cultivo da terra, para a obtenção de melhores safras e colheitas, bem como na criação de seus animais. Para isto era preciso desvendar os segredos da periodicidade da natureza, observando o ano solar e os ciclos das fases da Lua. Olhando o céu, eles viam o Sol e a Lua, os pontos focais da liberação dos dois grandes pólos criativos da força vital do universo, o masculino e o feminino.

Sol, como polaridade masculina, simbolizando o poder criativo do espírito.
Lua, com sua aparência sempre variável, era relacionada a fenômenos periódicos do comportamento biológico e emocional das
mulheres e de todos os organismos receptivos. A Lua era o símbolo das necessidades orgânicas da natureza.

Doze vezes no ano, a Lua desaparecia absorvida pelo radiante Sol. A cada Lua Nova começava um período em que a natureza
era impregnada pelo espírito em resposta às necessidades da natureza. Desses atos criativos surgia a vida na Terra.

Eles
também eram os fluxos e refluxos de sentimentos, impulsos e compreensões interiores influenciando a natureza íntima dos seres humanos.
Nestes tempos antigos, a Terra como um todo era vista como sendo o microcosmo, uma pequena concentração de todo o
universo.

A humanidade, como um reino da natureza terrena, constituía a alma desse microcosmo. A humanidade, então, seria
igualmente duodécupla – teria doze tipos de pessoas em correspondência aos doze signos zodiacais. Cada tipo sendo considerado necessário ao desenvolvimento e à harmonia social. Cada tipo tinha que desempenhar uma função solar criativa.
Esta função podia ser determinada pela época do nascimento do indivíduo, isto é, pela posição do Sol por ocasião de seu nascimento com referência ao equinócio de primavera, símbolo de todos os inícios.

Todo ser humano individual, na medida em que possa ser considerado realmente como unidade completa e relativamente
independente é, em si mesmo, um Zodíaco. Nele se podem encontrar todos os tipos de reações humanas à vida. Nele as qualidades características de cada um dos doze signos do Zodíaco operam em graus variáveis. Porém, uma ou algumas dessas qualidades, esses modos de agir às demandas da existência biopsíquicas sobre a Terra, predominam.

Diz Alan Oken no seu livro “Astrologia e os Sete Raios”:
A mente humana está ainda num nível de compreensão onde tudo precisa ser experimentado, confirmado para ser aceito. Mas
nem tudo pode ser percebido desta forma tão simples; é preciso transcender as dificuldades de explicar o que a mente racional não consegue. É preciso transcender o uso do significado comum das palavras e usar uma outra linguagem, a linguagem simbólica.

A simbologia por sua própria natureza é transcendental e é bastante flexível. As mesmas palavras tomam vários
significados conforme elas expressam naturezas diferentes que não podem ser constatadas. Essa é a linguagem usada pela Astrologia.

Os símbolos da Astrologia dão uma estrutura à mente racional, de modo que a relação entre as ocorrências exteriores e
seus fatores causais possa ser percebida e avaliada. A Astrologia pode ser vista como um sistema que precisa interpretar a natureza da Força Vital Universal, conforme ela se movimenta, molda e cria a vida humana e todos os acontecimentos.

Porém, temos que estar atentos de que os planetas, os signos e as casas não são os elementos causais da
manifestação. Eles são antes os reflexos de uma sincronicidade manifestada pelos ritmos e compassos de um relógio cósmico.

A Astrologia proporciona a sintonia com as qualidades essenciais das energias expressam pelos planetas, signos, casas e
outros fatores astrológicos.
A Astrologia ao longo do tempo foi mudando seus enfoques e a partir do século XX, o enfoque foi da necessidade de
esclarecer a identidade individual. Essa fase está intimamente ligada às características do eu inferior e às situações que surgem nos confrontos egocêntricos com a vida.

A Astrologia esotérica, que é estudada agora, permite que as pessoas olhem objetivamente para si mesmas através dos
arquétipos universais contidos na simbologia astrológica. O mapa natal revela os padrões de energia fundamentais, tanto os bloqueios, como os potenciais criativos que são expressos de modo mais claro. Estas forças estão sempre presentes em todos os signos, porém a receptividade e a sensibilidade aos seus impactos dependem da natureza do aparelho de resposta.

No que se refere ao estudo e prática da Astrologia é preciso que eles sejam apresentados de tal forma que sirvam às
necessidades dos indivíduos que estão procurando uma orientação para uma vida mais planetária e coletiva.
Esta Astrologia é a que se volta para as Almas que estão conscientes de que são mais do que apenas seus pensamentos, seus
desejos e seus corpos físicos.

2 - Os doze Signos – suas qualidades e atributos
Os doze signos do Zodíaco estão divididos em grupos com determinadas características comuns.

A)
Classificados segundo os quatro elementos;
vai mostrar o tipo de percepção e temperamento de cada signo:
a – signos ligados ao elemento Fogo: são signos ardentes, entusiásticos, espontâneos, auto suficientes; se a energia for
malempregada podem ser autoritários e demasiadamente rigorosos. São os signos ligados ao Plano Espiritual: Áries, Leão e Sagitário.
b – signos ligados ao elemento Ar: são signos que sabem lidar com o raciocínio lógico; têm a mente aberta, são objetivos,
idealistas. Se a energia for malempregada podem ser frios e sem senso prático. São signos ligados ao Plano Mental: Gêmeos, Libra e Aquário.
c – signos ligados ao elemento Água: são signos emotivos, apoiadores e receptivos; são intuitivos sensíveis e
profundamente influenciados pelo ambiente. Se a energia for malempregada podem ser autoindulgentes, autopiedosos e indecisos. São signos ligados ao Plano Emocional: Câncer, Escorpião e Peixes.
d – signos ligados ao elemento Terra; são signos práticos, realistas, conservadores, sensuais; têm poderes de
recuperação. Se a energia for malempregada podem ser insensíveis e demasiadamente realistas. São ligados ao Plano Físico: Touro, Virgem e Capricórnio.

B)
Classificados segundo a qualidade, a maneira como se comportam, como operam na vida: 
a – Cardeal (correspondendo a Rajas) – são signos onde se inicia uma ação. São signos ativos, ardentes, ambiciosos,
entusiásticos, independentes. Sua mente é rápida e insaciável. Se malusados, podem ser apressados, imprudentes e dominadores e têm a tendência de deixar de terminar o que começam para iniciar outra tarefa ou objetivo. Signos: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.
b – Fixo (corresponde a Tamas) – são signos onde é estabilizado o que foi realizado. São signos determinados, capazes de
se concentrarem, estáveis, resolutos, econômicos e majestosos. Sua mente é penetrante e sua memória excelente. Se mal usados podem ser teimosos, egoístas e demasiadamente presos à sua maneira particular de encarar as coisas. Signos: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
c – Mutável (corresponde a Sattva) – são signos onde é mudado o que está mobilizado. São signos versáteis, adaptáveis,
variáveis, sutis e intuitivos. Sua mente é engenhosa e flexível. Se malusados podem ser enganosos, ladinos, inconstantes e indignos de confiança. Signos: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

C ) Classificados segundo o princípio ou a maneira como agem
:
a– Positivos ou Masculinos – são signos que tomam atitudes, são objetivos e tomam iniciativas. Signos: Áries, Gêmeos,
Leão, Libra, Sagitário e Aquário.
b – Negativos ou Femininos – são signos receptivos, atraem e interiorizam e são subjetivos. Signos: Touro, Câncer,
Virgem, Escorpião, Capricórnio e Peixe.
D) Classificado segundo suas atividades:
a – Atividades individuais
. Signos: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem.
b – Atividades de interesses sociais. Signos: Libra, Escorpião, Sagitário. Capricórnio, Aquário e Peixes.

Alice Bailey nos seus ensinamentos enfatiza a importância de se equilibrar a personalidade fazendo a ligação dos opostos.
Defronte de cada signo de Fogo, dinâmico, ativo, aberto, há um signo de Ar, pensativo, reflexivo.
Em oposição a cada signo de Terra bem alicerçado e realista encontramos um signo de água que deseja que a cruel realidade
desapareça, mas que oferece à sua polaridade aquosa os dons da intuição, da imaginação e, às vezes, poderes psíquicos para fortalecer o solo árido.

3 – Os doze Signos e os desafios básicos na existência humana

A) Etapas preparatórias:

Áries – aprendizado do controle da mente.
Touro – aprendizado sobre a natureza dos desejos.
Gêmeos – aprendizado do conhecimento de si mesmo.
Câncer – aprendizado do desenvolvimento da intuição

B) Lutas no plano físico:
Leão – para desenvolver poder e coragem.
Virgem – para a preparação do discípulo para a 1ª iniciação.
Libra – para  a aquisição  e integração do equilíbrio dos opostos.
Escorpião – para controlar e superar os desejos – 2ª iniciação.

C) Etapas  a serem realizadas:
Sagitário – para acabar com as tendências do uso do pensamento destrutivo.
Capricórnio – para elevação da personalidade – 3ª iniciação.
Aquário – para o serviço de limpeza e purificação.
Peixes – para a transcendência da animalidade - a salvação.

4 – Os Signos e os doze dons do Espírito a serem desenvolvidos
ARIES – Adaptabilidade.
TOURO – Desapego.
GÊMEOS – A arte de deixar as coisas acontecerem.
CÂNCER – Conhecer o seu lugar.
LEÃO – Simplicidade.
VIRGEM – Tolerância
LIBRA – Desembaraço.
ESCORPIÃO – Não identificação.
SAGITÁRIO – A arte de viver em companhia.
CAPRICÓRNIO – Integridade pessoal.
AQUÁRIO – O dom de servir.
PEIXES – Coragem.

IV – Os Doze Trabalhos de Hércules
Alice Bailey conta no seu livro a história de cada tarefa que o rei Euristeu encarregou Hércules de realizar; fala também do signo no qual a tarefa foi realizada, pois há uma estreita ligação entre ambos – signo e tarefa.  O trabalho só era possível porque em cada signo que ele executou a tarefa, as influências de certas forças, que são próprias do signo, lhe deram certas tendências que, quando bem compreendidas e usadas fizeram com que ele tivesse condições de se superar e, assim, vencer cada prova.

Ela diz: “O signo fornece o campo de atividade da alma, e a tarefa retrata o trabalho do discípulo vivendo no plano
físico e esforçando-se para demonstrar, no campo de batalha do mundo, sua divindade inata e seus poderes latentes.”

Cada signo sujeita o ser humano que nele está trabalhando às influências de certas forças que o distinguem e o abastecem
com certas tendências. Estas influências têm que ser bem compreendidas se desejarmos ver esclarecido o significado da prova.

Um estudo dos Doze Trabalhos de Hércules, ao cobrir, cada aspecto da vida do discípulo, pode nos capacitar a conquistar
uma diferente atitude e nos dar alegria no Caminho e aquela liberdade no serviço que é mais do que uma adequada compensação para as perdas temporárias e dificuldades momentâneas que podem tentar a natureza humana.

Ao estudarmos este antigo mito, descobrimos que Hércules assumiu certas tarefas, simbólicas em sua natureza, mas
universais em seu caráter, e que ele passou por certos episódios e acontecimentos que retratam, por todos os tempos, a natureza da preparação e as conquistas que deveriam caracterizar um filho de Deus, caminhando para a perfeição. Ele representa o filho de Deus encarnado, mas não ainda perfeito; o qual num estágio particular do ciclo evolutivo, toma em suas mãos sua natureza inferior e voluntariamente se submete à disciplina que finalmente ensejará a emergência de sua divindade inata. A partir de um ser humano, errando, mas sincero e sério, inteligentemente cônscio da obra a ser feita, um Servidor Mundial é criado.

O oráculo falou e a exclamação ecoou através dos séculos: “Conhece-te a ti mesmo.” Este conhecimento é a principal
conquista no Caminho do Discipulado, e se vê como em sequência Hércules atingiu este conhecimento. Nós o vemos passando pelo grande caminho dos céus e em cada signos realizando um dos seus doze trabalhos, a que todos os discípulos estão chamados a realizar.

Vemos Hércules passando pelas sucessivas experiências, até chegar à porta aberta em Leão, através da qual ele pode passar
para o Caminho do Discipulado. Nós o vemos aprendendo as lições do equilíbrio, do altruísmo e da vitória sobre a natureza do desejo, até tornar-se o discípulo unidirecionado em Sagitário, antes de passar pelo portão que conduz ao norte da iniciação. Lenta e dolorosamente, ele aprende a lição de que a competição e a posse egoísta devem desaparecer e que a conquista de qualquer coisa para o eu inferior separado não faz parte da missão de um filho de Deus.
Ele se descobre como
um indivíduo apenas ao descobrir que o individualismo deve ser inteligentemente sacrificado pelo bem do grupo.
As características do ser humano imerso na vida da forma e sob a regra da matéria são o medo, a competição individual e a
ambição. Esses devem ceder lugar à confiança espiritual, à consciência grupal e ao altruísmo. Essas são as lições que Hércules nos traz.

click para ler
A série está completa

35 anos divulgando literatura de ciência espiritual
Home